Desenvolvimento Organizacional : Lidar com a complexidade, uma competetência de crescimento

RH Estratégico

01 Jul 2021 ·

LIdar com a complexidade

Em minhas análises, leituras e projetos sobre o nosso tempo acelerado, as novas demandas e desafios para continuarmos a evoluir e prosperar, existe um tema particularmente importante que é a capacidade que temos em lidar com a complexidade : "muitas coisas interagindo de modo não simples e interdependentes" 

É fato que as mudanças, cada vez mais rápidas e diversas, aumentam a complexidade dos cenários, dificultam o melhor entendimento e geram incertezas nas decisões.

Como lidar com isso?

Não tenho a pretensão de dar uma resposta, pois uma resposta única não existe, mas quero levantar conceitos que nos ajudem num caminho que maximize nossas chances de lidar com as complexidades e tomarmos as melhores decisões.

Podemos entender a complexidade como enfrentar ambiguidades, incertezas, mudanças rápidas e abruptas, ou algo de múltiplas interações. Um ponto é certo: não é fácil.

Nossa capacidade de lidar com a complexidade depende da nossa idade, da nossa experiência de vida, dos conhecimentos adquiridos, dos momentos vividos e armazenados em nossa memória; é uma evolução gradual e natural como seres humanos.

Com isso devemos avaliar, no âmbito  desenvolvimento organizacional, a capacidade de lidar com a complexidade do Capital Humano nas Organizações alinhado com o planejamento estratégico do negócio. 

Vamos olhar sob 2 angulos: 

1- Experiência e conhecimento

Estudos - Executive Guide to Managing Complexity : Elliott Jaques -  indicam que precisamos adquirir experiência e conhecimento para lidarmos melhor com a complexidade.

Nesses estudos foram desenvolvidos e caracterizados 7 Níveis de Complexidade que se relacionam com "intervalos de tempo". Em tese, esses são os tempos necessários para um desenvolvimento gradual de ganho de experiência, melhor capacitação frente a complexidade e mais preparado para tomadas de decisões.

Relaciono os Níveis de Tempo com uma Função Organizacional para facilitar o entendimento:

  • 3 meses: Operador, Assistente, Auxiliar.
  • 1 ano: Coordenador, Encarregado,
  • 2 anos: Supervisor; Gerente Jr
  • 5 anos: Gerente Pleno (uma especialidade)
  • 10 anos: Gerente de Unidade (envolvendo mais de uma especialidade)
  • 20 anos: Diretoria
  • 30 - 40 anos: CEO

2- Inteligência Emocional

Para lidarmos com a complexidade precisamos de estabilidade interna (nós mesmos); isso implica em manter a calma, permanecer comprometido e focado, mesmo sob pressão e mesmo quando não sabermos - ainda - o que fazer.

Para um bom discernimento e tomada da melhor decisão possível é imperativo manter o autocontrole, refletir sob diversas perspectivas, ponderar nos resultados prováveis e dizer não aos impulsos: ou seja, bem difícil.

Aqui a combinação de 2 componentes desenvolvidos em Inteligência Emocional - Daniel Goleman -  nos ajudam muito:

  • Autoconsciência: compreensão das nossas emoções, forças e fraquezas, necessidades e impulsos, simplificando: nossas limitações.
  •  Autogestão: capacidade de controlara as emoções e continuar a agir com integridade e focado, de forma confiável e adaptável às circunstâncias.  

Em resumo:

Experiência combinada com conhecimento e Inteligência Emocional (Autoconsciência e Autogestão) é um dos parâmetros a ser usado pelo RH Estratégico no planejamento e desenvolvimento organizacional : a avaliação da competência - lidar com complexidade . 

Sérgio Lima

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